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O blog que fala da saúde da criança

Assento infantil para automóveis

Hoje o blog falará de um assunto importante: a segurança das crianças nos carros de passeio. Além do assento infantil, é necessário que as crianças coloquem o cinto de segurança.

 

ASSENTO INFANTIL PARA AUTOMÓVEIS

Os acidentes de automóveis são a principal causa de mortes associadas a lesões não intencionais em crianças de 5 a 15 anos de idade nos Estados Unidos.

Em alguns trabalhos, até 90% dos assentos de automóveis para crianças são posicionados inadequadamente.

Assentos infantis adequadamente utilizados podem reduzir o risco de morte em acidentes em até 71% para crianças.

Assentos infantis e o cinto de segurança podem ajudar a reduzir o risco de morte ou lesão em até 60%. As crianças podem sofrer lesões se estiverem com o cinto de segurança inadequadamente colocado, ou se estiverem muito próximas do painel do carro, especialmente quando o carro dispõe de air bags. O mais seguro é que qualquer criança com menos de 12 anos de idade seja sempre colocada no banco traseiro.

Escolhendo o assento adequado

O assentos tipo “bebê-conforto”, de maneira geral, protegem crianças com peso abaixo de 9 quilos e com menos de 1 ano de idade. Este tipo de assento é fixado no carro através do cinto de segurança do veículo, no banco traseiro, e é posicionado de frente para o pára-brisas traseiro, isto é, a criança fica olhando para o porta-malas do automóvel. Este tipo de assento, quando adequadamente utilizado, ajuda a proteger a cabeça, pescoço e costas da criança.

Os assentos para crianças tipo “cadeirinha” também são fixados no carro pelo cinto de segurança do veículo no banco traseiro, mas são posicionados voltados para frente do carro. Estes assentos são destinados a crianças que já conseguem sentar sozinhas, têm pelo menos 1 ano de idade e devem ser utilizados até que a criança atinja os 4 anos de idade e pese no mínimo 18 quilos.

Assentos conversíveis podem ser utilizados reclinados, voltados para o pára-brisa traseiro com as alças do cinto de segurança do assento colocadas nas aberturas inferiores e, mais tarde, ser fixados na posição sentada, voltados para frente e com as alças do cinto de segurança colocadas nas aberturas mais altas. Este tipo de assento pode ser utilizado do nascimento até os 4 anos ou até que a criança atinja os 18 quilos.

Assentos de transição (booster seats) são destinados a crianças dos 4 aos 8 anos de idade, com mais de 18 quilos, e que já não cabem mais nas suas cadeiras. A criança já está muito grande para sua cadeira quando seus ombros estão mais altos do que a abertura mais alta para o cinto de segurança ou quando suas orelhas já ficam acima do encosto do assento.

Seis passos que podem salvar a vida do seu filho

1.Instale o assento com firmeza, de acordo com as instruções do assento e do manual do carro.

Instale o assento com firmeza

O assento deve ficar firmemente preso ao banco traseiro do carro e não deve mover mais do que 2 cm para frente ou para cada lado.

Nem todos os assentos adaptam-se bem a todos os veículos. Experimente antes de comprar, com seu filho sentado nele.

Leia com atenção o manual do carro e do assento sobre limitações de uso do assento ou dos cintos de segurança.

2.Coloque seu filho posicionado na direção correta para a sua idade.

Coloque seu filho posicionado na direção correta

A criança deve sentar virada para a traseira do veículo até que tenha no mínimo 1 ano de idade e pese pelo menos 9 quilos. Se ela alcançar o peso muito antes de alcançar a idade, utilize um assento de conversível, voltado para trás, até que ela complete 1 ano.

3.Use o cinto de segurança do assento da maneira correta.

Use o cinto de segurança do assento da maneira correta

Como regra geral, use a abertura mais baixa que o ombro para ajustar o cinto de segurança do assento quando este for utilizado voltado para a traseira do veículo, e a abertura mais alta do que o ombro quando o assento for utilizado voltado para frente. (Nunca deixe de ler as instruções do fabricante do assento com toda a atenção).

A fivela peitoral deve ser posicionada na altura das axilas da criança para impedir que as alças do cinto de segurança escapem dos ombros.

O cinto deve ficar bem ajustado contra o corpo da criança. A folga entre o tórax e o cinto de segurança deve permitir a passagem de não mais do que um dedo.

4.Use o assento de transição corretamente.

Use o assento de transição corretamente

Assento de transição

Use assento de transição até que o seu filho possa sentar, preso pelo cinto de segurança, com suas costas contra o encosto do banco e com seus joelhos na borda do banco. É recomendado usar o assento de transição até a idade de 8 anos.

Assentos que utilizam somente o cinto abdominal não são seguros para crianças com menos de 18 quilos.

5.Coloque seu filho sempre no banco traseiro do carro.

Coloque seu filho sempre no banco traseiro do carro

Nunca coloque um assento voltado para trás no banco da frente de automóvel equipado com “air bag” no lado do passageiro. A força do “air bag” ao abrir já lesionou e matou várias crianças.

Se por alguma razão não contornável, uma criança mais velha precisa trafegar no banco da frente de um carro com “air bag” no lado do passageiro, mova o banco do carro o mais para trás possível e coloque o cinto de segurança na criança adequadamente.

A faixa abdominal do cinto de segurança deve ser usada baixa e cruzando os quadris, apoiando-se na parte superior das coxas. Isto também se aplica às gestantes. A faixa torácica do cinto deve sempre ser utilizada sobre o tórax, nunca atrás das costas ou no braço.

6.Leia e substitua.

Leia e guarde as instruções do assento do seu filho. As instruções deverão ser lidas novamente, pois mudam conforme a faixa etária.

Substitua o assento sempre que houver um acidente, havendo ou não dano aparente ao assento.

Substitua os assentos com mais de 10 anos.

Não confie somente no cartão de registro do assento para ser informado sobre problemas de fabricação, pois eles raramente são respeitados fora dos Estados Unidos.

Fonte: ABC da Saúde

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Quando é a melhor hora para desmamar o bebê?

Crédito: Free Photos

Crédito: Free Photos

As mães de primeira viagem e as de segunda também se perguntam qual é o melhor momento para desmamar o bebê. O ideal é amamentar até um ano de idade, mas há mães que prosseguem. Se possível, até seis meses é o ideal porque depende de outros fatores como a mãe ter leite, a volta ao trabalho da mãe e a criança pegar ou não.

A hora de tirar a criança do peito deve intrigar as mães. É uma decisão difícil, complicada. Mas deve ser tomada.

Segundo Juliana Ribeiro, administradora, mãe de dois filhos, ela já desmamou seu filho de 1 ano e quatro meses, Gabriel. Ela parou de amamentá-lo há dois meses, mas definitivamente há uma semana. Gabriel ainda mamava à noite, antes de dormir. Quando Juliana percebeu que ele estava fazendo a mamada de chupeta, decidiu dar um ponto final.E aproveitou que foi submetida à uma colecistectomia por videolaparoscopia para fazê-lo.  Juliana dá a mamadeira, mas tenta distrai-lo para não pedir o peito.

A mãe tem que ter bom senso para tomar essa decisão. Mas a partir de um ano, já pode pensar no desmame. Distrair a criança, fazer lanche à tarde, estimulá-la com brincadeiras que a distraiam, ler para ela. Evitar dar chupeta para substituir, mas se não tiver jeito, dar e depois com o tempo tirar.

O pai também pode ajudar nessa tarefa, estando à disposição para contribuir e ajudar a mãe brincando com a criança, criando mecanismos para distrai-la. O pai precisa participar, sempre.

 

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O pediatra e o espectro autista

Crédito: Image courtesy of David Castillo Dominici at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of David Castillo Dominici at FreeDigitalPhotos.net

Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi instituída pelas Nações Unidas em 2008, com objetivo de ampliar o conhecimento sobre um problema que calcula-se atingir uma em cada 110 crianças. Segundo o dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico (DC) de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP, “é mais frequente que muitas doenças e ocorre mais em meninos, numa proporção de quatro para uma menina”. No Brasil foi feito um único estudo epidemiológico, realizado em Atibaia (SP), que encontrou uma prevalência de 27 por 10.000 habitantes. Acredita-se que existam em torno de dois milhões de autistas no País.

De acordo também com o dr. Ricardo, “está no grupo dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e é melhor denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), terminologia mais apropriada, em razão da complexidade do quadro e da diversidade de sintomas”. Todas as áreas do desenvolvimento da criança são afetadas. “Em geral, o TEA acomete os indivíduos antes dos três anos de idade, se caracteriza por comprometer a capacidade de comunicação verbal e não verbal, reciprocidade social, e se acompanha de comportamentos bizarros ou estereotipados”, explica.

O presidente do DC salienta que “o autismo tem na sua etiologia uma base genética. Fatores ambientais e biológicos como prematuridade e problemas perinatais, por exemplo, podem ser gatilhos para que os indivíduos com a alteração genética desenvolvam o problema. A identificação dos sinais de autismo é decisiva na condução do tratamento. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais precoce também será a intervenção e maior o sucesso na diminuição dos sintomas”. Por isso mesmo, “acompanhando a criança desde os primeiros momentos de vida, conhecendo também a dinâmica de sua família, o pediatra tem uma posição ímpar nesta prevenção”, ressalta o dr. Ricardo.

A SBP tem entre suas prioridades a capacitação do pediatra no acompanhamento do desenvolvimento da criança e do adolescente. Coordenados pelo DC da área, serão ministrados cursos em todo país, nos quais, entre outras questões, o Transtorno do Espectro Autista será abordado. Desde já, o Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento disponibiliza para o pediatra um texto mais geral e o A.L.A.R.M.E – uma ferramenta que poderá ser útil em sua prática. Ambos podem ser encontrados na SBP Ciência.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

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Crianças e as Eleições

Crédito: Image courtesy of Boians Cho Joo Young at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of Boians Cho Joo Young at FreeDigitalPhotos.net

O que as Eleições têm a ver com crianças? Tudo! As crianças estão empolgadíssimas com o clima de Fla-Flu eleitoral que invadiu o País. Todas estão mobilizadas, vêem debates, discutem e até organizam pleitos na escola com os presidenciáveis.

O que podemos perceber é que muitas vezes as crianças repetem o discurso ouvido dos pais ou o posicionamento deles. Mas isso é benéfico porque as insere, desde cedo, no exercício da cidadania, na discussão, de forma saudável, da vida política do País. Afinal, essas crianças serão nossos governantes.

Os pais não devem obrigá-los a discutir, mas apoiá-los e trocar ideias com eles, se eles abraçarem a causa das Eleições. É bastante produtivo .

O horário eleitoral desperta interesse das crianças e gera debate entre elas, principalmente no tocante às promessas dos candidatos. Muitas delas já percebem que algumas são impossíveis de serem cumpridas, despertando até irritação.

Os assuntos também são levados para a sala de aula. Em duas escolas, em São Paulo, segundo fonte do Uol, Amorim Lima e Ítaca, no primeiro turno deu Marina Silva, seguida por Aécio Neves.

E para chegarem à essa conclusão, as crianças observaram as propagandas eleitorais e as famosas propostas dos candidatos envolvidos. Algumas se decepcionaram, outras, não.

Quanto a levar as crianças no dia da votação, não há problema, mas é bom evitar que as crianças votem pelos pais. Não é permitido pela Justiça Eleitoral e muitos fazem isso, principalmente as celebridades. Chegará a vez delas, com certeza.

Num País em que os jovens já foram acusados inúmeras vezes de alienados, as crianças vêm dando bom exemplo de que precisamos entender e conhecer a política pois tudo na vida é política. Ela é a nossa referência e mudará ou não os destinos do País. Para isso, é preciso se informar, conhecer os candidatos e votar consciente. Ah… E os pequenos podem e devem ajudar a mamãe e o papai em suas escolhas.

Bom voto a todos! Votem no candidato que considerarem com as melhores propostas para o Brasil. E sem ódio por aqueles que pensam diferente. Vamos manter as amizades!

 

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Magali ensina a criançada a ganhar saúde comendo

Pirâmide inspirada na personagem orienta cardápio infantil

Magali, a ‘comilona’ da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa, completa 50 anos em 2014. Para comemorar o aniversário, foi publicada na internet uma pirâmide alimentar com ilustrações da personagem apaixonada por frutas e informações sobre alimentos e quantidades ideais por faixa etária. O objetivo é ajudar os pais a oferecerem uma dieta saudável aos filhos.

A pirâmide foi elaborada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Mauricio de Sousa Produções. No site (www.turmadamonica.uol.com.br), as famílias encontram também um cardápio especial para crianças nas fases pré-escolar e escolar (de 5 a 10 anos).

Segundo o pediatra Luiz Anderson Lopes, membro da SBP, a ideia é esclarecer a proporção que cada um dos grupos alimentares deve ter na dieta infantil. “Muitos pais não sabem que o carboidrato, por exemplo, é uma importante fonte de energia e por isso aparece na base da pirâmide”, explica.


Tipos de alimento, suas quantidades e a relação com faixas etárias estão disponíveis em site

Foto:  Reprodução

Na opinião do médico, além da qualidade dos alimentos que são escolhidos, o número de refeições ao longo do dia é muito importante. De maneira geral, toda criança deve fazer cinco refeições por dia, destinando meia hora para cada, sempre longe da televisão. “O certo é comer com horário. Ficar muitas horas em jejum é prejudicial, já que o organismo passa a usar suas reservas de energia durante esse tempo,” alerta.

Dar o exemplo está na lista de prioridades. Os adultos, afirma o especialista, precisam sentar com os filhos e comer a comida saudável que querem que os pequenos comam. No consultório, Lopes percebe também que muitas famílias substituem o jantar ou o almoço por lanches ou por copos de leite com achocolatado. Ele garante que não são equivalentes e, a longo prazo, o hábito pode prejudicar até o crescimento da criança e causar a ‘fome oculta’. “A criança ingere o lanche ou o leite no lugar da comida, sacia a vontade, mas não a fome de nutrientes,” esclarece o médico.

Entre as dicas do pediatra para pais de nenéns com até 2 anos está a de não oferecer refrigerantes e alimentos industrializados ou muito condimentados. O médico afirma que, nessa fase, a criança está formando suas preferências de paladar. Por isso, evitar que ela se ‘vicie’ em uma dieta errada é atitude fundamental.

Fonte: Jornal O Dia e Sociedade Brasileira de Pediatria

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Como aproveitar a praia com o seu bebê

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Dezoito de outubro foi Dia do Médico

Crédito: Reprodução da Internet

Crédito: Reprodução da Internet

Uma profissão nobre que ultimamente tem sido desvalorizada, teve seu dia comemorado no último dia 18 de outubro, dia de São Lucas, que é também o Dia do Médico. Várias manifestações de carinho aconteceram nas redes sociais e o blog Pneumoinfo não poderia ficar de fora.

O médico estuda muito para salvar vidas e ajudar os pacientes a terem suas feridas cicatrizadas e amenizadas. Além de lhes dar conforto. Essa história de que o médico brasileiro não sabe palpar ou ouvir é mera demagogia e populismo.

São seis anos de estudo na faculdade, mais no mínimo dois anos ou três de Residência Médica, dependendo da especialidade. Há especialidades que precisam até de mais estudos.

E você? Já telefonou para o seu médico para lhe desejar Feliz Dia do Médico? Ainda está valendo!!

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Feliz Dia do Professor

Professor é a profissão mais importante que existe, é a válvula-mestra das outras.

Para homenageá-los, a foto de Malala, a jovem paquistanesa que lutou para estudar e divulgou para o mundo todo a educação para as meninas. Ela foi designada como Prêmio Nobel da Paz de 2014.

Crédito da foto: Reprodução da Internet

Crédito da foto: Reprodução da Internet

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Dia do Fisioterapeuta

Crédito: Maquel

Crédito: Maquel

Hoje é Dia do Fisioterapeuta. Sem ele, nenhum trabalho médico pode ser bem-sucedido. O fisioterapeuta que cuida do paciente após uma cirurgia ortopédica, o fisioterapeuta que ajuda o intensivista com aquele paciente do CTI, o fisioterapeuta do sistema genito-urinário. Todas essas subespecialidades dentro da Fisioterapia são super importantes!

Salve, 13 de outubro! Salve o Dia do Fisioterapeuta!

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Conhecendo um pouco mais sobre o Ebola

Crédito: Image courtesy of Stuart Miles at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of Stuart Miles at FreeDigitalPhotos.net

Após um caso suspeito de Ebola no Brasil, surgiram muitas dúvidas sobre os sintomas e como se faz o diagnóstico. O Ebola já matou 4000 pessoas na Serra Leoa, Guiné e Libéria. O homem, de 47 anos, saiu de Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão em Marrocos, chegando ao Brasil no dia 19 de setembro. Por apresentar sintomas como febre e ter vindo de um dos países com casos da doença, o caso foi classificado como suspeito. O resultado do exame deu negativo e outro foi repetido 48h depois. O paciente deve continuar sendo acompanhado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas(Fiocruz), no Rio de Janeiro, até resolver seu caso clínico. O estado de saúde dele é bom, não apresenta febre e está mantido em isolamento total no Instituto.

Sabendo mais sobre o Ebola

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras.

A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.

Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.

Fatos:

Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.

Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.

O que causa o Ebola?

O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.

Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.

Sintomas:

No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.

A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Diagnóstico:
Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns.

Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes.

Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.
Médicos e enfermeiros estão suscetíveis porque estão em contato direto com os fluidos dos pacientes infectados.

Tratamento:

Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.

O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.

Fonte:  Site dos Médicos sem Fronteiras

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